Do Avesso E Contrário

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Ribeirão Preto, SÃO PAULO, Brazil
Aposentar para viver melhor, sem deixar de lutar pelos seus direitos e dos que continuam na luta. Sou bancário diretor do sindicato dos bancários, sempre estive na luta por melhorias para a classe bancária. Estou próximo à aposentadoria, mas continuarei trabalhando firme mesmo indiretamente pelos direitos da classe.

Uma historia comum...

Nascido em Patrocnio de Minas Gerais, sexto filho dos 10 que nasceram da união de Nazareth Barbara e Olaide Vieira Silva, ambos mineiros que vieram arriscar uma vida melhor aqui em Ribeirão Preto- SP e nunca desistiram, lutaram muito, nos criaram com sabedoria de antigos, com ensinamentos que aprenderam com seus antepassados , fizeram o que melhor puderam, nos ensinou que o trabalho é que engrandece o homem e realiza seus desejos e sonhos, ensinou mais que honestidade é privilégio são para todos os homens, mas só alguns fazem por merecer. Não importava a idade, ficou forte completou 6 anos soube contar a 100 ( cem ), somar 2+2, colocava-nos pra trabalhar no que fosse mais apropriado. Nunca passou a mão acariciando quando errávamos, pelo contrário, o coro comia feio, mas nem por isto nem meus irmãos e eu guardávamos rancor, em nossas reuniões costumamos relembrar e rirmos muitos da vida e do modo que fomos criados e educados.
Desde os 6 ( seis ) anos de idade comecei trabalhar, fiz de tudo: Olhava carros, recolhia adubo natural dos cavalos e vacas e vendia para colocarem nos jardins, limpei caixa de gordura até chegar a idade de ser guardinha em um banco, deste então fui subindo de cargo até chegar engarregado contábil , em vários setores, passei por alguns bancos: Bco Auxiliar, Bco. BIC, Bco. Fábio Barreto, cooperativa aglícola de cotia , bco Sudameris do Brasil, bco Real, atualmente bco Santander, até me filiar ao sindicato dos bancário de Ribeirão, entrei na chapa ganhamos e tornei-me diretor, ganhando minha liberação para trabalhar somente a favor dos bancários. lutar cada vez mais e usar minha experiência adquirida com os companheiros sindicalistas a quem tenho muito que agradecer pela amizade e companheirismo que sempre me trataram.
Não tem prazer maior quando vencemos uma batalha diante de uma greve. Não sou guerreiro e sim lutador pelos direitos da gategoria, meus e dos meus companheiros .
É isto um pouco deste sindicalista calado, tímido, mas que presta muita atenção no que ouve.
Aprender mais é meu lema.
Valdir Nazareth ( Mirandinha)
25/09/2010

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

DEMOCRACIA, AINDA QUE IMPURA! Por: Mário Correia de Oliveira Júnior Ao fazer uma análise das últimas eleições realizadas a nível mundial, selei minha convicção com base em dois princípios. A primeira convicção está centrada na premissa de que, para uma nação, o instituto da reeleição se constitui um malefício para os povos civilizados. A segunda convicção parte da primeira premissa, que fere de forma infinita os princípios basilares da democracia, ou seja, a alternância por poder. Vejamos, por conseguinte, alguns dados, dentre outros, os quais justificam a minha tomada de posição. O mundo de hoje tem 6,83 bilhões de pessoas, sendo que 41% dos homens e 9% das mulheres fumam; metade do mundo vivia em zonas rurais até 2008, com previsão de que em 2050, 70% viverá em cidades; hoje 1,2 bilhão de pessoas vivem em favelas, ou seja, cerca de um terço dos moradores das cidades, e em conseqüência, levado a poluição urbana a matar 1,2 milhão por ano, por doenças cardiovasculares e respiratórias. Estes são dados levantados pela Organização Mundial de Saúde, Unesco e Banco Mundial. Com estes dados, em meio os milhares, dá para visualizar quantos problemas temos a resolver. O que acontece hoje são concentrações de energias políticas no primeiro mandato, maquinando estratégias para a reeleição. Não poderíamos tirar outra conclusão, em virtude da pesquisa realizada pela Universidade de Oxfor. Quase metade das eleições é roubada. O maior estudo já feito sobre eleições analisou 786 pleitos de 155 países, nas últimas 3 décadas e revelou uma verdade pouco animadora. 41% das eleições, em média, apresentam algum tipo de fraude ou irregularidade. Quando existe a possibilidade de reeleição, as fraudes sobem para 45%. O menor índice está na América do Norte – 0,004%; Rússia e países vizinhos – 11%; América Latina – 36%; Índia e vizinhos – 46%; Norte da África 60%; Sul da Ásia – 69% e Centro Sul da África – 80%. Por isto, chegou-se a afirmar, que hoje, o crime infelizmente dá resultado, pois os políticos honestos ficam em média 6 anos no poder, enquanto os desonestos em média 15 anos no poder. Portanto, em Platão, aprendemos que o princípio básico da democracia é a igualdade de direitos e todos têm o direito de ocupar cargos públicos. Para a filosofia Platônica, a democracia significa, então, igualdade de oportunidades para o exercício da política e seleção dos mais aptos para isto. Fazendo uma análise político-científica, defendo, por conseguinte, uma reforma política, em que se inclua a extinção do instituto da reeleição em todos os neveis: Vereadores, Prefeitos, Governadores, Deputados Estaduais, Deputados Federais, Senadores e Presidente da República. No entanto, um mandato de 6 anos para todos. Defendo também, que os partidos políticos tenham a função de preparar a decisão popular, formular um programa de governo e designar candidatos que se vinculem, obrigatoriamente, ao programa. E que o mandato dos que não tenha justificado a confiança dos eleitores, poderá ser revogado a qualquer momento, por decisão da maioria dos eleitores, a exemplo da Constituição Soviética de 1977 em seu artigo 107 e a Constituição da Tchecoslováquia em seu artigo 4º. Por último, afirmo: A Democracia PURA seria o ideal para a sociedade, mas a IMPURA, já resolveria diversas mazelas que afligem nossa sociedade. Mário Correia de Oliveira Júnior Advogado/Professor Universitário. Crato, 11 de novembro de 2010.

DEMOCRACIA, AINDA QUE IMPURA! Por: Mário Correia de Oliveira Júnior


Ao fazer uma análise das últimas eleições realizadas a nível mundial, selei minha convicção com base em dois princípios.
A primeira convicção está centrada na premissa de que, para uma nação, o instituto da reeleição se constitui um malefício para os povos civilizados.
A segunda convicção parte da primeira premissa, que fere de forma infinita os princípios basilares da democracia, ou seja, a alternância por poder.
Vejamos, por conseguinte, alguns dados, dentre outros, os quais justificam a minha tomada de posição.
O mundo de hoje tem 6,83 bilhões de pessoas, sendo que 41% dos homens e 9% das mulheres fumam; metade do mundo vivia em zonas rurais até 2008, com previsão de que em 2050, 70% viverá em cidades; hoje 1,2 bilhão de pessoas vivem em favelas, ou seja, cerca de um terço dos moradores das cidades, e em conseqüência, levado a poluição urbana a matar 1,2 milhão por ano, por doenças cardiovasculares e respiratórias. Estes são dados levantados pela Organização Mundial de Saúde, Unesco e Banco Mundial.
Com estes dados, em meio os milhares, dá para visualizar quantos problemas temos a resolver.
O que acontece hoje são concentrações de energias políticas no primeiro mandato, maquinando estratégias para a reeleição. Não poderíamos tirar outra conclusão, em virtude da pesquisa realizada pela Universidade de Oxfor. Quase metade das eleições é roubada. O maior estudo já feito sobre eleições analisou 786 pleitos de 155 países, nas últimas 3 décadas e revelou uma verdade pouco animadora. 41% das eleições, em média, apresentam algum tipo de fraude ou irregularidade.
Quando existe a possibilidade de reeleição, as fraudes sobem para 45%. O menor índice está na América do Norte – 0,004%; Rússia e países vizinhos – 11%; América Latina – 36%; Índia e vizinhos – 46%; Norte da África 60%; Sul da Ásia – 69% e Centro Sul da África – 80%. Por isto, chegou-se a afirmar, que hoje, o crime infelizmente dá resultado, pois os políticos honestos ficam em média 6 anos no poder, enquanto os desonestos em média 15 anos no poder.
Portanto, em Platão, aprendemos que o princípio básico da democracia é a igualdade de direitos e todos têm o direito de ocupar cargos públicos. Para a filosofia Platônica, a democracia significa, então, igualdade de oportunidades para o exercício da política e seleção dos mais aptos para isto.
Fazendo uma análise político-científica, defendo, por conseguinte, uma reforma política, em que se inclua a extinção do instituto da reeleição em todos os neveis: Vereadores, Prefeitos, Governadores, Deputados Estaduais, Deputados Federais, Senadores e Presidente da República. No entanto, um mandato de 6 anos para todos.
Defendo também, que os partidos políticos tenham a função de preparar a decisão popular, formular um programa de governo e designar candidatos que se vinculem, obrigatoriamente, ao programa. E que o mandato dos que não tenha justificado a confiança dos eleitores, poderá ser revogado a qualquer momento, por decisão da maioria dos eleitores, a exemplo da Constituição Soviética de 1977 em seu artigo 107 e a Constituição da Tchecoslováquia em seu artigo 4º.
Por último, afirmo: A Democracia PURA seria o ideal para a sociedade, mas a IMPURA, já resolveria diversas mazelas que afligem nossa sociedade.
Mário Correia de Oliveira Júnior
Advogado/Professor Universitário. Crato, 11 de novembro de 2010.

121 anos de República. O que temos a comemorar? – por Glauco de Souza Santos (*)

A primeira bandeira da República dos Estados Unidos do Brasil, imitação servil da bandeira dos EUA. A reação do povo foi tão grande que esta bandeira só durou 4 dias (de 16 a 19 de novembro de 1889)

Novamente as emissoras de televisão irão fazer as mesmas pesquisas perguntando ao brasileiro comum das grandes cidades se ele sabe o que está se comemorando neste feriado de 15 de novembro. E, mais um ano seguido, teremos milhares de pessoas sem saber o motivo deste feriado. Mas, se antes eu criticava, agora dou total razão a estas pessoas.
Por que temos que lembrar e comemorar esta data? O que tanto temos a festejar no 15 de novembro, feriado em comemoração à “Proclamação da República”?

Acredito que os atuais dias da nossa prematura República não são os mais promissores e muito menos os mais admirados pelos brasileiros. Escândalos de corrupção assolam todos os níveis políticos e todos os três poderes da República brasileira. Novos velhos políticos, que antes andaram pela direita, hoje caminham de braços dados com pseudo-comunistas da disfarçada esquerda. Velhos apoiadores da ditadura militar defendem a irrestrita democracia e total liberdade de expressão, enquanto os perseguidos pelo regime totalitário, que colocaram em risco a própria vida em prol da liberdade individual, de imprensa e política são os primeiros a colocar “a liberdade de expressão como o maior problema do Brasil”. Quanta ironia!

Mas esta “ironia” republicana se arrastou nos seus 121 anos de história. Na escola, com certeza você aprendeu que Marechal Deodoro acordou um belo dia e resolveu “dar liberdade ao povo”, proclamando a República. Mas ninguém lhe contou que o ocorrido não foi uma proclamação e sim um golpe de Estado. Deodoro, era amigo do Imperador, tanto que nem teve a coragem de entregar-lhe a carta de deposição, e confessou anos mais tarde que ter instalado o sistema republicano foi um grande erro. Mas o erro de Deodoro foi repetido por diversas vezes.

Se perguntarem qual a característica mais marcante desses anos de República, poderíamos responder acertadamente que foi o período com maior número de golpes e contra-golpes da história do país. Nunca tantos Presidentes foram depostos por grupos políticos que não concordavam com sua linha de atuação. A marca de nossa história republicana foi a instabilidade, tanto política, quanto econômica. Começou com Deodoro, passou por Getúlio em 1930, outro golpe dele próprio em 1938 quando instaurou o Estado Novo, a sua deposição em 1945 e, por fim, o golpe militar em 1964 do qual ficamos 20 anos sob um regime ditatorial militar.

Aliás, está aí mais um ponto que aprendemos na escola: a de que a República implantada em 1889 nos trouxe liberdade e democracia. Pois, vale então recorrer à história novamente. Durante os quase 50 anos em que D. Pedro II esteve no poder, nenhum jornal foi censurado, nenhum jornalista foi preso ou torturado por escrever contra o governo e contra o Imperador. Ao assumir, uma das primeiras medidas de Deodoro foi estabelecer um órgão de censura aos veículos de comunicação, exercendo uma repressão ferrenha aos jornais e jornalistas que fossem contrários às medidas do governo.
Floriano Peixoto, nosso 2º presidente utilizou de práticas nada ortodoxas para “colocar na linha” os opositores de sua forma de governar. Esta repressão e censura seguiu por toda a história. Getúlio, que subiu no poder “nos braços do povo”, como gostava de dizer, foi o primeiro a decretar uma ditadura no país, fechar jornais, rádios, prender escritores, jornalistas, políticos e extirpar os partidos de oposição. E tudo se repetiu alguns anos mais tarde com o regime militar, onde sofremos o mais duro golpe à liberdade individual e ao direito de expressão. Foram os famosos “anos de chumbo”. O que mais me espanta é ver alguns dos maiores opositores da ditadura militar defendendo a criação de órgãos que regulamentam o trabalho da imprensa e colocando a liberdade de expressão como “problema” do Brasil. O que essas pessoas aprenderam com o passado? O que elas têm tanto a temer?

Realmente, quando olho para trás e vejo tudo o que foi feito nesses 121 anos, desde aquele 15 de novembro, quando Deodoro resolveu derrubar a Monarquia e mudar o regime do país, sou obrigado a refletir quanto tempo perdemos com a mesquinharia de governantes que estavam mais preocupados com a manutenção do seu poder político do que com os interesses do país. Quantas oportunidades perdemos de nos transformar em um país de primeiro mundo, respeitado verdadeiramente no exterior, com uma população bem assistida pelo Estado, minimamente instruída e capaz de fazer esta mesma reflexão?

Mas, o que mais me preocupa é pensar no futuro e questionar quantos anos e oportunidades teremos que perder para repensarmos o caminho que estamos trilhando.
(*) Glauco de Souza Santos, é historiador e publicitário.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O Discurso revelando verdades

A Grandeza de Dilma no Discurso de Eleita - Por: Dihelson Mendonça


Em seu primeiro discurso como Presidente do Brasil, Dilma Rousseff ousou, e teve a grandeza que muitos fanáticos do PT não aprovariam: A de respeitar as diferenças de opinião partidária. Disse com todas as letras, que estende a mão agora a todos aqueles que não votaram nela no primeiro e no segundo turno, e que é, a partir de agora, presidente de todos os Brasileiros, independente de religiões, raças, e convicções políticas. Disse ainda que pretende honrar TODOS os compromissos de campanha ( que são muitos ), e sobretudo, erradicar a miséria do Brasil. Da nossa parte, esperamos que Dilma Rousseff possa cumprir aquilo que prometeu ao país, pois hoje o Brasil é um país dividido e quase METADE da população não votou nela, nem acreditou em suas propostas. É nossa esperança que a Dilma saiba honrar o cargo que irá ocupar, e os compromissos que assumiu perante a nação brasileira.

A segurança com que falou no discurso inicial, não dá margem a revanchismos arcaicos, nem às infelizes perseguições que alguns têm nutrido pela oposição nos últimos tempos no Brasil. Pelo contrário, Dilma enalteceu o papel da IMPRENSA, da denúncia que serve de alerta, da Liberdade de Opinião e da pluralidade de pensamentos.

À Dilma Rousseff, desejamos toda a boa sorte nesta empreitada. Que o Brasil possa se desenvolver, sobretudo, com responsabilidade e garantindo a sustentabilidade, perante as nações, e que seu governo seja implacável contra a corrupção, que como um câncer, se alastrou pelos bastidores do poder na era Lula, com ou sem a sua conivência.

De certo modo, a chegada de Dilma Rousseff ao poder, representa o fim da era Lula, do eterno culto à personalidade, da megalomania de um homem que entrou humilde no palácio, resvalando até no Nobel da Paz, mas sucumbiu, beijando os sapatos de sanguinários ditadores da América latina. O fim do fanatismo ao "apedeuta" e as estultícies declaradas ao pé de balcão de bar, representa uma nova era que há de ser erguida de diferentes maneiras, trazida pelas mãos de uma mulher forte, que fala com grande determinação. Enquanto o Lula, revanchista e anti-democratico por natureza, pregava o desejo de ERRADICAR a oposição do Brasil, Dilma Rousseff, de forma inteligente, estende-lhes a mão e raciocina num governo de conciliação nacional. Sabe que o Brasil de hoje, é um país dividido, com mais de 50 milhões de cabeças que não a aprovaram à presidência da república. E assim, tem na sua vitória e sobretudo no primeiro discurso, um caráter muito mais democrático e firme do que foi o discurso do Lula, fazendo-nos crer que já raia de forma ainda tímida, porém esperançosa, a liberdade no horizonte do Brasil.

Dihelson Mendonça
Repostado por Mirandinha Nazareth

O s Números Não Mentem

SEGUNDA-FEIRA, 1 DE NOVEMBRO DE 2010

Breve reflexão sobre o 2º turno das eleições presidenciais – por Armando Lopes Rafael


Os números não mentem
Dilma Rousseff teve 56% dos votos neste 2º turno! Certo? Errado!

O Brasil tem135.804.433 eleitores.
Neste domingo compareceram para votar 106.604.687 (78,5% do total de eleitores inscritos)
– Dos 78,5% que compareceram, 55.752.092 eleitores votaram em Dilma (41% do eleitorado total)
Ou seja, 59% dos eleitores brasileiros não votaram em Dilma Rousseff, como demonstraremos abaixo:

– 43.710.422 eleitores votaram em José Serra (32% do total de eleitores)
– 29.194.356 eleitores se abstiveram de votar (22% do total de eleitores)
– 4.689.310 eleitores anularam o voto e 2.452.591 eleitores votaram em branco ( nulos e brancos representaram 5,25% do total dos eleitores)
Em síntese dos 135.804.433 eleitores inscritos, 80.052.341 eleitores não votaram em Dilma Rousseff.
PS – Se eu estiver errado, por favor corrijam-me...

Como bem escreveu José Maria Pemán, um brilhante intelectual espanhol, no livro "Cartas a um céptico sobre as formas de Governo":


"Em princípio, não há processo de designação mais contrário à essência da magistratura suprema do que o eleitoral: deve ser uma magistratura para todos – e é eleita por um partido; deve ser um poder imparcial e sereníssimo – e nasce das paixões da luta; deve ser um símbolo unanimemente respeitado – e expõem-no durante o período que precede a sua ascensão, que é o do combate eleitoral, a todos os embates da crítica, da discussão, da caricatura e do libelo"(Edições Gama, Lisboa, 1941, p.71).


Outra curiosidade:Dilma Roussef será a 34ª ou 40º Presidente da República? Afinal, quantos Presidentes da República o Brasil já teve? Os jornais já perderam a conta e cada um cita um número diferente, segundo o critério adotado para a contagem.
Se quiserem colocar todos os que ocuparam o governo por qualquer tempo, e com qualquer título, seriam mais de 50. Novamente os jornais erraram. É evidente que os 15 anos da ditadura de Getúlio Vargas têm que ser contados. Ele não foi eleito uma só vez nesse período, mas foi incontestavelmente o “presidente da república”.

Também não podemos arbitrariamente retirar os que dominaram o Brasil de 1964 a 1985, só porque se apossaram do País arbitrariamente. Da mesma forma não há como não incluir os que ficaram no Poder de passagem, interinamente ou como Junta Militar, em 1969 quando o Brasil teve 3 presidentes, cada um representando o Exército, a Marinha e a Aeronáutica. Considerando tudo isso, o número de presidentes do Brasil passaria de 50...
Texto e postagem de Armando Lopes Rafael
Repostado por Mirandinha Nazareth

Vamos Dilmar o Serra ou Serrar a Dilma Por João César Mousinho de Queiroz


Vamos Dilmar o Serra ou Serrar a Dilma para o bem da Vila Silvestre, da Ponta da Serra, do Crato, do Nordeste, de São Paulo, do Brasil.
Todos nós merecemos uma segunda chance é o que dita nossas imperfeições. Considero que todos os leitores e candidatos a cargos executivos como: prefeitos, governadores, presidente deveríamos ter a chance do segundo turno.
Por simples curiosidade comecei a investigar entre meus familiares, amigos, clientes,
colegas de trabalho e comunidade se alguém que conheço ou apenas me relaciono já
tiveram a oportunidade de ler a plataforma do partido dos candidatos que votaram nessas eleições para os mais variados mandatos.
Não me causou surpresa, mas lamentações. De 16 anos a 86 ninguém leu e não demonstraram a menor boa vontade de uma dia ler.
Já na década de 70, no colégio Diocesano nos ensinaram que Democracia é o governo do povo, para o povo, com o povo, pelo povo nas aulas de OSPB- organização social politica brasileira,e que o professor Jaime Milfon, enfatizava nas suas aulas de história e em suas provas mensais.
Ninguém que convivo já leu a plataforma do P.V, PSDB, PT.
Uma democracia não só se analisa pelo números de seus eleitores, mas também pelo quantidade de partidos que se revezam no poder. Assim sendo USA não é um bom exemplo de democracia, pois lá a mais de 50 anos apenas dois partidos assumem o poder. França, Itália, podemos considerar.
Aqui nós estamos seguindo em passos largos para um referendum entre um partido de cunho popular e outro centro-direita.
O PSDB é um partido político brasileiro cujos militantes e simpatizantes geralmente se classificam como de centro. Alguns críticos e intelectuais, de esquerda, no entanto, por considerarem que o partido, em relação a determinados pontos adota pontos de vista classificados como liberais, citam-no como sendo de centro-direita, ou até mesmo de direita. Atualmente a Terceira via de Anthony Giddens é também uma das ideologias assumidas pelo partido.
O PT surgiu da organização sindical espontânea de operários paulistas no final da década de 1970, dentro do vácuo político criado pela repressão do regime militar aos partidos comunistas tradicionais e aos grupos armados de Esquerda então existentes. Desde a sua fundação, apresenta-se como um partido de Esquerda que defende o socialismo como forma de organização social.
Quanto mais eleições, mais segundos turnos, mais debates o que ajuda a formação de uma opinião e atitude mais concreta e consciente, ficando melhor para que com 16 anos vai votar pela primeira vez, ou quem já vota a mais tempo.
Nesse domingo vamos todos as urnas exercer nossa cidadania. Votando no Serra ou na Dilma, o mais importante é que você tenha cada vez maior o seu engajamento no nosso aperfeiçoamento da nossa participação democratica.
Estamos avançando, é verdade, mas temos muito que melhor.
Só para ressaltar - Vamu TiririKar u qui Há Di bom.
Nesse domingo vamos todos votar. Você que vota no Serra e você que vota na Dilma
todos estamos participando do nosso processo de aperfeiçoamento Democrático,
vamos Votar em paz e conscientes.
Postado por Mirandinha Nazareth

Um Debate Esclarecedor!

Presidenciáveis evitam fazer ataques e citar Lula no último debate - 30/10/2010 - 00h18


Maurício Savarese

Enviado ao Rio de Janeiro

Armando Pereira Filho
Em São Paulo

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No último debate das eleições 2010, realizado pela TV Globo nesta sexta-feira (29), Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) evitaram o contato direto tanto durante suas caminhadas pelo palco como nas críticas veladas que fizeram um ao outro. Também se esforçaram para não citar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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Na sessão de duas horas de perguntas e respostas a eleitores indecisos, a petista e o tucano detalharam algumas de suas propostas, mas fugiram das denúncias que fizeram um contra o outro nos últimos debates – notoriamente os casos Erenice Guerra, ex-assessora de Dilma, e Paulo Preto, ex-diretor da empresa paulista de estradas.

No primeiro bloco, questionado por um eleitor do Distrito Federal sobre corrupção, Serra atacou a falta de punições a corruptos nos últimos 20 anos e, nesse período, acabou incluindo o governo de seu aliado, Fernando Henrique Cardoso, como um dos que não deixaram atrás das grades suspeitos de lesarem o patrimônio público. Serra foi ministro do Planejamento e da Saúde na gestão FHC.

“Nós vimos escândalos grandes nos últimos 20 anos, e ninguém ficou preso”, afirmou o tucano. "O exemplo tem que vir de cima. O chefe de governo tem que começar dando exemplo, escolhendo bem as equipes e punindo quando há alguma irregularidade.”

O ex-governador de São Paulo fez crítica velada a Lula, que criticou órgãos de fiscalização durante sua gestão. Mas só citou o adversário que o derrotou em 2002 ao lembrar que também participou da disputa oito anos atrás. Dilma, líder nas pesquisas, preferiu fazer referência ao “meu governo” e ao “futuro governo”.

O tom emotivo, visto no último programa do horário eleitoral obrigatório, ficou restrito aos comentários finais. Dilma disse ter ficado triste na campanha “em razão de algumas calúnias" feitas contra ela na internet e em panfletos. “Mas não guardo mágoa”, disse ela, que já acusou tucanos de promoverem “mentiras e calúnias”.

Serra voltou a pedir a seus eleitores que conquistem mais um voto por ele e que oferece sua biografia para ser sucessor de Lula na Presidência.

Ao longo de todo o debate, Dilma e Serra evitaram contato visual, dirigiram-se para o outro lado enquanto o oponente falava às câmeras e só se tocaram no começo e no fim do encontro, para se cumprimentarem.

Críticas veladas

Ainda no tema corrupção, Dilma afirmou que a Polícia Federal está fortalecida para investigar casos do tipo e citou o caso sanguessugas, que envolve desvio de verbas do Ministério da Saúde, incluindo o período em que um aliado de Serra passou à frente da pasta. “Começamos a ver uma porção de casos de corrupção sendo apurados. Pela primeira vez foram incluídos casos de altas figuras.

Sobre o caso dos sanguessugas, ela afirmou: “Havia todo um processo de uso do dinheiro público na área da saúde e, junto com a CGU (Controladoria Geral da União), a Policia Federal investigou”.

Em seguida, referiu-se a um apelido dado por adversários de Geraldo Brindeiro, procurador-geral da República durante o governo FHC. “É importante que não haja o engavetador-geral da República”, disse a petista.

O modelo do debate, em que eleitores indecisos perguntavam aos candidatos, fez com que houvesse uma redução do confronto entre eles. Dilma e Serra foram respondendo às questões dos eleitores, sem se referirem diretamente um ao outro. Cada eleitor perguntou sobre um tema a um candidato, e o outro fez comentários em seguida.

Nos segundo e terceiro blocos, a corrupção saiu do centro do debate, mas tanto Dilma quanto Serra continuaram fazendo referências sutis a episódios que envolvem os dois. O tucano também criticou o governo Lula, sem citar o nome do presidente. "O governo federal duplicou impostos sobre saneamento. Isso tira R$ 2 bilhões das empresas estaduais de saneamento por ano."

Dilma retrucou dizendo que "o Brasil parou de investir em saneamento durante muito tempo", mas não citou o governo FHC nem Serra diretamente.

Em outro momento, respondendo sobre educação, Dilma disse que "não se pode receber professores com cassetetes. O diálogo é fundamental." É uma referência a conflitos entre policiais e professores estaduais em São Paulo, mas ela de novo não mencionou Serra nem o governo do Estado.

Serra foi um pouco mais incisivo, mas ainda sem falar no nome de Dilma ou dirigir-se a ela. "Muitos Estados e municípios não estão pagando o piso nacional [de salários de professores], porque o governo prometeu complementar, mas não fez isso. A Bahia [Estado da eleitora que fez pergunta sobre o tema] é governada pelo PT, o partido do governo federal, mas nem assim melhorou o salário", afirmou o tucano.

No segundo turno, Dilma e Serra participaram de quatro debates nas TVs Bandeirantes, RedeTV!, Record e, finalmente, Globo.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Politica: Promessas, manipulação e outras coisas mais

Assuntos
como a descriminalização do aborto e a união civil entre pessoas do mesmo sexo
são temas relevantes, e é natural que sejam discutidos pela sociedade.
Entretanto, explorar esses temas como ponto central das discussões numa eleição
presidencial é uma simplificação grosseira, além de uma evidente manipulação do
eleitorado. O Brasil tem problemas muito mais graves para serem resolvidos, por
exemplo, em relação à segurança, saúde e educação públicas, pobreza e desigualdade
social, meio ambiente e justiça. Esses, sim, são assuntos que interessam a
todos os cidadãos, pois são eles que definirão se conseguiremos construir o
país com que todos sonhamos.
Margareth Lima
Postado por Mirandinha Nazareth